Caracteres estendidos via click+paste

Para usar caracteres estendidos em um e-½ ou adicionar algumas → setinhas ← aos seus posts e twits, era preciso abrir o Mapa de Caracteres (ou equivalente), selecionar uma fonte como Webdings, Symbol e outras primas, marcar o caractere, copiar e então colar no ponto desejado.

Se você já passou por esta trabalheira pra adicionar um simples checkzinho ✔ ou uma nota musical ♫ aos seus textos, seus problemas acabaram!

copypastecharacter

Veja o www.copypastecharacter.com que oferece um bom repertório de caracteres e faz até o auto-copy para clipboard.

Chrome + Firefox

Depois de um [outro] período de demandas off-line meio cansativas que me deixaram fora do circuito on-line, estou finalmente conseguindo voltar.

Para quebrar o silêncio, nada melhor que um assunto do barulho: Google Chrome.

Como bom nerd de plantão, é claro que estou testando este bicho desde o lançamento oficial e já tenho em mente alguns resultados de experimentos e outros temas que certamente vão virar posts por aqui nos próximos dias.

O primeiro é dedicado a todos que gostaram do visual minimalista e objetivo do Chrome, mas não abrem mão dos super-poderes do Firefox e suas extensões: para estes, sugiro o skin Chromifox, um belo trabalho de adaptação que reproduz o estilo do Chrome.

Tela do Firefox com Chromifox

A diferença que fica evidente são as abas, que funcionam invertidas devido a limitações do Firefox, mas o restante está perfeito! Adotei como skin padrão.

Outro detalhe importante: parece que esse skin não se dá muito bem com extensões que modificam o comportamento das abas, então, se você usa extensões desse tipo sugiro que tome as devidas precauções para evitar surpresas. ;)

Vistas panorâmicas mundo afora

Procurando softwares que fazem a costura de imagens para geração de vistas panorâmicas, encontrei o Panoye que se propõe a hospedar vistas de 360º de diversos pontos do mundo, devidamenteo geolocalizados. Tem até um post de Porto Alegre por lá.

Como revelar links de destino do TinyURL

Um dos serviços mais antigos e conhecidos para redirecionamento de links longos é o TinyURL. Este serviço ganhou mais visibilidade com o expressivo aumento de usuários e posts no Twitter, que faz automaticamente a conversão de links longos.

Como o Alex Primo alertou, infelizmente os vagabundos já estão criando links curtos redirecionados para esconder URLs suspeitas tipicamente usadas para golpes de phishing.

Para minimizar o impacto desses redirecionamentos maliciosos, o TinyURL implementou o recurso de preview, que mostra o endereço de destino evitando o acesso automático e permitindo ao usuário decidir se quer seguir aquele link ou não.

Se você permite cookies no seu navegador, pode ativar o preview que valerá para os próximos links TinyURL que clicar. Senão, pode copiar e modificar o link original adicionando o prefixo “preview” na URL, deixando o resultado como este: http://preview.tinyurl.com/3j9r8u

Independentemente das ferramentas ou método de proteção, o importante é ficar de olhos abertos e suspeitar de quaisquer e-mails recebidos de [supostamente] instituições conhecidas.

Campus Party e a contemplação do teto

Há um mês atrás eu estava deixando São Paulo após acampar na Campus Party Brasil durante o evento que felizmente coincidiu com meu período de férias na empresa.

E enfim, atendendo a pedidos — mesmo que com leve atraso — resolvi compartilhar o que raios fui fazer lá.

Vai soar paradoxal para alguns, mas a real é que não fui na Campus Party buscando encontrar com um grupo específico de pessoas, nem aprender uma tecnologia XPTO nas oficinas, nem ampliar networking.

O que eu buscava mesmo era uma espécie de isolamento dos outros contextos de vida, que acabam ocupando tanto espaço a ponto de esmagar pequenos prazeres como zapear por todos os feeds não-lidos, ler todas as mensagens das listas de discussão e poder responder no timing, testar novos e nem-tão-novos serviços web, compartilhar no blog coisas que pareçam úteis aos amigos e colegas, baixar e testar muitos freewares só pra saber o que fazem, programar aquele sisteminha com timelines para organizar as disciplinas e pré-requisitos da faculdade, atualizar as versões de softwares do servidor sem que as coisas parem de funcionar, e muito muito mais.

Essas atividades acabam sem espaço nos dias normais lotados por loops de {emprego} {faculdade} {família} {empresa} {freelas} {homework} {4h.de.sono}, e a cparty foi uma oportunidade de inverter essas prioridades.

Aproveitei o tempo para programar coisas que eu queria ao invés daquelas que queriam que eu fizesse, ler o que me interessava e não o que um professor ou um projeto exigia, assistir cursos de programação de robôs, Ruby on Rails e Google Gadgets apenas porque eram assuntos interessantes e não porque tinha obrigação de aprender para executar algo, e principalmente aproveitei para avaliar alguns caminhos e decisões da minha vida on-line e off-line. Para não perder tempo com atividades menos úteis como dormir, passei praticamente todas as noites em claro juntamente com uma multidão que curtia as madrugadas jogando, baixando e assistindo filmes, agitando campanhas via livestreams, twittando e conversando ao som de muito rock, tecno até algum axé.

Usei e gastei meu tempo como queria, fazendo coisas que o ritmo de vida não permite — e isso inclui ficar parado olhando pro teto pensando na vida!

Vou tentar participar da próxima Campus Party, provavelmente com objetivos diferentes e talvez até um approach menos anti-social :) mas por enquanto tenho que por em prática uma das decisões que emergiram da contemplação do teto: não congelar o Gotas, como estava prestes a fazer. Acredito que o blog vale o esforço extra e pode ser útil ao povo que -mesmo eventualmente- me acompanha na rede e fora dela. Espero acertar o passo e conto sempre com o feedback de todos.